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SÍNDROME DO CECO MÓVEL – MITO OU REALIDADE?
"Mobile cecum syndrome – Is it a myth or a fact?"

Autores*:

Prof. Dr. Júlio César M Santos Jr.TSBCP,TCBC**

Dra. Ana Carolina Cavalca,TSBGO

Dr. Carlos Enrique Quiroz Caso,TSBR

*Médicos do Corpo Clinico do Hospital Maternidade Frei Galvão de Guaratinguetá, SP

a.Publicado na Revista Brasileira de Coloproctologia 2004;24(2):153-156

 

 

Conteúdo

Resumo

Introdução

Métodos e Pacientes

Resultados

Discussão

Abstract

Referências

 

 

 

RESUMO

Objetivo: Esse estudo foi desenvolvido para avaliar o efeito da cecopexia no tratamento da dor abdominal intermitente de causa obscura associada à cólica intestinal, distensão abdominal, constipação e/ou diarréia em pacientes com diagnóstico de síndrome do cólon irritável e com ceco móvel.

Pacientes e métodos: No período compreendido entre junho de 1996 e fevereiro de 2004, os pacientes que tinham como principais sintomas: dor abdominal, distensão, cólica, constipação e/ou diarréia de etiologia obscura para os quais a doença determinada foi a síndrome do cólon irritável ou outras, não confirmadas ou que, quando confirmadas, o tratamento não foi acompanhado de alívio dos sintomas; foram selecionados para esse estudo, por um dos autores**, com diagnóstico provável de síndrome do ceco móvel. Trinta e quatro pacientes (8 homens;26 mulheres – idade média de 39,6 anos), 97% com queixa de distensão abdominal, 76% com queixa de dor, 50% com constipação e 42% com diarréia fazendo parte do grupo de estudo foram programados para operação eletiva e fixação do ceco móvel, previamente confirmado por exame radiológico em 16 pacientes. Onze pacientes recusaram o tratamento operatório, quatro deles aguardam operação e dezenove foram operados. A operação constou da fixação do ceco e o cólon ascendente, quando foi o caso, na goteira parieto-cólica direita, após abertura linear do peritônio parietal para se construir uma “calha” onde foi deitado o segmento móvel do cólon direito e suturado ao folheto superior do peritônio parietal aberto.

Resultados: Os dezenove pacientes operados - 9 com exame radiológico prévio e 10 sem a radiografia – tinham ceco móvel. Todos estão sendo seguidos há 72 meses (média de 19 meses) sem os sintomas que motivaram o tratamento. Todos os 15 pacientes não operados (7 com exames radiológicos e 8 sem) estão sendo acompanhados há 72 meses (media 21 meses) com as mesmas queixas que motivaram a primeira consulta.

Conclusão: Nessa série de 34 pacientes - 79,4% dos quais com diagnóstico de síndrome do cólon irritável - 19 (56%) foram operados para a fixação do ceco móvel e ficaram livre dos sintomas abdominais o que indica que todos os pacientes com os sintomas abdominais intermitentes aqui referidos e de causa obscura deve ser investigado com a suspeita de ceco móvel e programados para a cecopexia.

Unitermos: síndrome do cólon irritável, síndrome do ceco móvel, volvo de ceco, cecopexia, cólica, distensão abdominal.


INTRODUÇÃO

O ceco móvel é uma variação anatômica embriológica do cólon ascendente e/ou do ceco resultante da descida incompleta desse segmento do intestino grosso e da sua não fixação no peritônio da goteira parieto-cólica direita. A falta dessa fusão permite movimentação do ceco e ou do cólon ascendente inclusive facilitando a torção sobre seu eixo longitudinal ou a dobra medial do ceco sobre si ficando encostado, com sua borda medial à borda medial do cólon ascendente. Esse fato causa sintomas intermitentes de obstrução parcial do intestino ou, no caso de torção completa (volvo), de obstrução aguda com possível necrose do segmento envolvido.  Dois fatores que podem contribuir para a dobra do ceco sobre o cólon ascendente são as membranas de Jackson e de Ladd.1

A anormalidade embriológica ocorre em 10 a 30% das pessoas 1-6, contudo a maior parte dos artigos médicos mencionando o problema referem quase que exclusivamente a torção completa, inadequadamente denominada de volvo do ceco-ascendente, com necrose cecal. 7-14 Dessa forma, a ocorrência não é das mais comuns como causa de obstrução intestinal aguda e perfaz menos do que 2% de todos os casos de obstruções intestinais, no adulto, mas tem importância por causa do alto índice de mortalidade entre os pacientes afetados. 15

A revisão de 390 casos de 10 series da literatura, todas referentes à torção do cólon direito assinalam uma taxa de mortalidade de 22%.11,15-24

Poucos artigos tratam da oclusão parcial intermitente secundária à dobra do ceco, com referência à apresentação clínica, aos sinais e sintomas, ao diagnóstico e ao tratamento. 1,25-30

O objetivo desse relato é discutir a ceco móvel como causa de dor abdominal intermitente, distensão e cólica de origens obscuras em pessoas de aparência saudável, mas com uma longa história de disfunções intestinais (diarréia e/ou constipação) freqüentemente tratadas em ambulatórios médicos como portadoras de síndrome do cólon irritável e que podem ser curadas pela cecopexia.

 

Pacientes e métodos

 

Desde junho de 1996 até fevereiro de 2004, 34 pacientes (26 mulheres e 8 homens – idade média de 39,6 anos – variando de 3 to 72 anos) foram atendidos na clínica privada e, com base na historia médica e no exame físico, receberam o diagnóstico de ceco móvel para justificar o quadro clínico apresentado. Todos os pacientes, exceto sete, vinham sendo medicados como sofredores da síndrome do cólon irritável (SCI) (Tabela 1).

 

 

Tabela 1. Doentes com diagnósticos de ceco móvel

                           

Queixas

 

Diagnósticos prévios

 

Sx

 

n=34

 

 

idade

 

Distensão/dor

 

Constipação/Cólica

 

Diarréia

 

SCI

 

outros

 

H:M

 

8/26

 

39,6

 

33(97%)/26(76%)

 

14(50%)/15(44%)

 

11(32%)

 

27(79,4%)

 

7(20,6%)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Sx=sexo; H:M= homem/mulher;SCI=síndrome do cólon irritável

 

Queixas

Após a avaliação clínica os sintomas foram classificados na ordem da importância ajuizada pelos pacientes, em primeiro, segundo e terceiro lugares, de tal maneira, a saber quais deles mais incomodavam os pacientes. (Tabela 2)

 

 

Tabela 2. Graduação dos sintomas pelos pacientes, na ordem de importância do incômodo causado.

Sintomas

Primeiro

Segundo

Terceiro

Número das queixas

Dor

24 (70,5%)

1(3%)

1(3%)

26(76,4%)

Distensão

9 (26,5%)

20(58,8%)

4(11,7%)

33(97%)

Cólica

-

9(29%)

6(17,6%)

15(44%)

Diarréia

-

1(3%)

10(20,4%)

11(32%)

Constipação

1(3%)

3(8,8%)

13(38,2%)

17(50%)

Total

34

34

34

102

 

 

Diagnóstico

O diagnóstico, para todos os pacientes, foi baseado na observação clínica. Em 16 deles (47%), o diagnóstico foi confirmado por meio de exame contrastado do intestino grosso obtido com a técnica, descrita por Padrón e Ania31 e modificada por nós, ou por enema opaco feito alguns dias após o seguinte procedimento: 31

a.       Os pacientes foram orientados para deglutir 40 ml de solução “baritada” sem qualquer preparo prévio e sem alterar seus hábitos alimentares no dia do exame, nem antes, nem depois da ingestão do contraste.

b.      Cinco e 10 horas após a deglutição do contraste, foram tomadas radiografias ântero-posteriores planas do abdômen incluindo a pequena bacia em posições ortostáticas e supina, em Trendelenburg, com inclinação de 15o.

As figuras 1 e  2 ilustram o exame.

 

Na figura 1 o paciente esta em posição ortostática e na figura 2 em decúbito dorsal (Trendelenburg - 150)

  Fig.1              Fig.2             

 

 

As figuras 3, 4 e 5 são fotografias de chapas radiológicas de exame feito na primeira paciente dessa série. Trata-se tomadas de enema opaco (fig,3 e 4) onde se pode notar o ceco distendido dobrado medialmente sobre o cólon ascendente e uma imagem de transito intestinal (fig.5) com destaque do ceco.

 

fig.3                 fig. 4              Fig.5

   

 

Operação

 

Onze pacientes (8 mulheres e 3 homens – media de idade de 39 anos - variando de 3 a 72 anos) que recusaram o tratamento cirúrgico proposto e quatro que aguardam momento oportuno para a operação estão sendo clinicamente seguidos de ambulatório e apresentam as mesmas queixas, a despeito do tratamento clínico instituído. Dezenove pacientes (15 mulheres e 4 homens – media de idade de 39 anos, variando de 6 a 70 anos) foram eletivamente operados para a fixação do ceco (cecopexia) – 9 pacientes nesse grupo tiveram o diagnóstico de ceco móvel previamente confirmado por meio do exame contrastado; nos outros o diagnóstico clínico foi confirmado no intra-operatório. (Tabela 3).

O ceco e o cólon ascendente foram fixados de acordo com a técnica descrita por Dixon and Meyer33, modificada. 27,34 A técnica, basicamente, consiste da abertura do peritônio da goteira parieto-cólica direita, da região paracecal estendendo para cima, no sentido ceco-ascendente o suficiente para incluir o segmento livre, quando era o caso, do cólon ascendente. Aberto o folheto parietal do peritônio, fez se o descolamento do mesmo separando-o das estruturas retroperitoniais, formando, assim, uma calha desnuda onde o cólon ascedente e do ceco foi deitado e fixado. 27,34

 

Resultados

Todos os pacientes operados estão sendo seguidos por um período que já vai de 3 a 72 meses (média de 19,2 meses) e estão bem. Os pacientes não operados, seguidos, em média, há 21 meses apresentam as mesmas queixas. (Tabela 3)

 

Tabela 3. Pacientes operados e não operados – resultados e seguimentos.

                                         

Operados

 

                      

Não operados

 

 

 

 

Raio X

 

 

Resultado

 

Seguimento

 

 

 

Raio X

 

Resultado

 

Seguimento

     

  sx      

 n=19

 

id

 

S/N

 

B/R

 

m

 

n=15

 

id

 

 

S/N

 

B/I

 

m

 

H:M

 

4/15

 

 

39

 

9/10

 

18(95%)/1

 

19

 

4/11

 

39

 

7/8

 

0/15

 

21

H=homem, M=mulher;S=sim; N=não; B=bom; R=regular; m=meses; I=inalterado

 

Discussão

 

A maioria dos artigos publicados a respeito de ceco móvel diz respeito ao abdômen agudo devido a fenômeno obstrutivo por causa da torção completa do segmento ceco-ascendente do intestino grosso. 7-14

Alguns autores, no entanto, interessados no ceco móvel como causa de outras doenças abdominais têm reunido motivos para demonstrar que, por exemplo, a dispareunia pode estar associada com a mobilidade do ceco, 1,26,27 uma das razões porquê eles dão ênfase à consideração de que a torção recorrente do ceco deva ser considerada para todos os casos de dor abdominal intermitente de causa obscura, principalmente quando localizada no quadrante inferior direito do abdômen. 26-30

Esses pacientes que apresentamos, cujas queixas principais eram constipação ou diarréia, cólica intermitente, dor abdominal e distensão, a maioria deles previamente tratada de síndrome do cólon irritável, foram cirurgicamente tratados e a operação consistiu da fixação do ceco e/ou cólon ascedente por causa da mobilidade desses segmentos intestinais. O resultado cirúrgico foi considerado bom desde que todos os pacientes ficaram livres dos sintomas prévios. Então, sintomas abdominais intermitentes que levam ao diagnóstico de síndrome do cólon irritável deveriam, também, ser considerados devidos ao ceco móvel.

Setenta e nove por cento dos pacientes dessa série, a maioria deles do sexo feminino, foram tratados erroneamente como pessoas doentes, com provável síndrome do cólon irritável. Vinte e seis deles (76,4%) queixavam de dor abdominal, 97% de distensão, 50% de constipação intestinal, 44% de cólica intestinal e 32% de diarréia; sintomas razoáveis para um “acertado” diagnóstico de síndrome do cólon irritável. Portanto, com essa experiência, recomendamos que todos os pacientes com causa obscura de dor abdominal intermitente no quadrante inferior direito, distensão abdominal, cólica, constipação e/ou diarréia, com ou sem o diagnóstico de síndrome do cólon irritável, sejam investigados como pessoas doentes cuja causa, a ser necessariamente excluída, é o ceco móvel.

Abstract

 

Purpose: Mobile cecum is due to an embryological anatomic variation of ascending and/or cecum colon as a result of failure of right colon fusion with lateral peritoneum. This study was designed to evaluate the outcome of cecopexia as a treatment of intermittent abdominal complains of pain, colic, distension, constipation and/or diarrhea in patients managed as having irritable bowel syndrome or others non solved disease.

Patients and methods: From 1996 to 2004, 34 patients (twenty four women and seven men – median age, 39,6 – ranged 3 to 72) seen in private office had clinical diagnosis of mobile cecum. All but seven of them were previously cared as having irritable bowel syndrome (IBS). All patients with medical diagnosis of mobile cecum were programmed for cecopexia. Fifteen refused the surgical treatment and are on clinical follow-up in private office.

Results: All operated patients with fixed cecum followed from 3 to 72 months (median, 19) are well. The non-operated patients followed from 2 to 48 months (median, 21) are with the same complains.

Conclusion: We recommend that all patients with obscure cause for intermittent right lower abdominal pain, distension, colic, constipation or diarrhea with or without diagnosis of IBS must be investigated as sick person probably with mobile cecum needing of cecopexia.

 

Key words: mobile cecum syndrome, irritable bowel syndrome, intermittent abdominal complains, abdominal pain, colic, diarrhea, constipation, cecal volvulus.

 


Referências

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